Balance

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Chega dezembro, aí meados do mês, e invariavelmente começam os balanços do ano que passou. Listam-se as coisas boas que aconteceram, as conquistas que se alcançaram, as viagens que se fizeram e tenta-se que superem os feitos desagradáveis que pautaram as nossas vidas.

Chega o dia 14 de dezembro, o dia do meu aniversário e, invariavelmente, dou o meu ano por terminado, não sem antes fazer esse mesmo balanço. Penso-o e escrevo-o ou não. E começa um novo ciclo no qual, 365 dias depois, reflito novamente. Continue reading “Balance”

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La Bella Italia – Venezia (e Verona)

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Desde pequena, pela voz da minha mãe, ouvia efabulações de Veneza, como um pequeno cantinho encantado por onde se passeia de barco e se escondem os rostos por detrás de máscaras elegantes, como as utilizadas pelo Heath Ledger no filme Casanova.

A partir do momento em que marquei os voos, não consegui conter o entusiasmo, a excitação e o crescimento a pique das expectativas em relação a Veneza. Normalmente dá asneira. Não foi o caso. É uma obra-prima, ao nível da Gioconda/Mona Lisa – incontestavelmente genial e igualmente atrativa para turistas. Continue reading “La Bella Italia – Venezia (e Verona)”

La Bella Italia – Milano

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O dia seguinte foi inteiramente dedicado a Milão, ou, numa metáfora pictórica, a Madonna di Pasadena, de Raffaello.

Berço do fascismo italiano e, na Idade Média, a maior potência do Norte de Itália, Milão apresenta-se uma verdadeira metrópole, onde imperam a grandiosidade dos monumentos, das praças e das ruas, mas também é marcada por um significativo contraste entre riqueza e pobreza, tal como por uma disputa entre luminosidade e penumbra. Continue reading “La Bella Italia – Milano”

How to be single – Learn to read other people and trust your guts

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Once we finally know ourselves and we take pleasure in developing our likes and activities, it is extremely important to only open the borders of our kingdom to someone who really deserves it. To that intend, it is vital to learn to know people that cross our ways in order to understand if they are worth our time and our devotion. Believe that common sayings exist for a reason and the truth I most believe in is that it is way better to be alone than in a bad company.

Uma vez que nos conhecemos a nós mesmos e que desenvolver os nossos gostos e as nossas próprias atividades se torna uma prioridade agradável, torna-se extremamente importante aprender a só abrir as barreiras do nosso domínio a quem realmente o merecer. Para isso é imprescindível saber conhecer as pessoas que vamos conhecendo, para discernir se valem a pena o nosso tempo e a nossa dedicação. Acreditem que os ditados existem para alguma coisa e se há verdade em que acredito agora é que mais vale só do que mal acompanhada. Continue reading “How to be single – Learn to read other people and trust your guts”

How to be single – Find yourself

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All of a sudden, evenings are lonely moments behind the oven – or on the phone, ordering something to eat – when we have dinner, wonder what is the ex doing, wash the dishes, search for something that tells us they are still single (or, in a sadist attitude that we will all have, that they are no longer single), get ready to bed, cry because their pajamas is no longer inside the bed next to ours, fall asleep and dream about them. The following day repeats the previous one in a downward spiral of depression, fat gains and addictions that succeeds in minimizing our sense in ourselves and in erasing the glow in our eyes, replacing it by a zombie like sadness of someone who passes by the world without being a part of it.

De repente, os fins de dia apresentam-se como momentos de solidão atrás do fogão – ou de um telefone a encomendar qualquer coisa que nos tire a fome – em que comemos, pensamos no que o ex andará a fazer, lavamos a loiça, procuramos encontrar um sinal de que continua sozinho (ou, numa vontade sádica que toca a todos, de que já tem alguém), preparamo-nos para dormir, choramingamos porque o pijama dele já não está dentro da cama ao lado do nosso, deitamo-nos e sonhamos com ele. E o dia seguinte repete-se numa vertiginosa espiral decrescente de depressão, gordura acumulada e vícios alimentados que, pelo caminho, consegue a proeza de nos alhear de nós mesmos e de aniquilar o brilho dos nossos olhos, substituindo-o por uma tristeza zombie de quem passa pelo mundo sem fazer parte dele.

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How to be single? – Stick to it

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The end of a relationship is the beginning of a hard mourning period, sometimes marked by jumping between an urge to be with the other person again and negative feelings, such as hate, anger and a desire for vengeance.

O final de uma relação implica um período de luto complicado, muitas vezes marcado por oscilações entre o desejo de voltar a estar com a outra pessoa e sentimentos como ódio, raiva e, admitamos, vontade de vingança. Continue reading “How to be single? – Stick to it”

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