Balance

(English version below)

Chega dezembro, aí meados do mês, e invariavelmente começam os balanços do ano que passou. Listam-se as coisas boas que aconteceram, as conquistas que se alcançaram, as viagens que se fizeram e tenta-se que superem os feitos desagradáveis que pautaram as nossas vidas.

Chega o dia 14 de dezembro, o dia do meu aniversário e, invariavelmente, dou o meu ano por terminado, não sem antes fazer esse mesmo balanço. Penso-o e escrevo-o ou não. E começa um novo ciclo no qual, 365 dias depois, reflito novamente.

Este ano de 2018, que para mim acaba de completar um mês, está a ser diferente.

Não sei se é por ter começado em grande, se são os ares de Lisboa ou se é a minha disposição da viragem dos 30, mas tenho feito um balanço a cada dia ou, pelo menos, a cada momento digno de referência. Como pessimista que sou, tendo sempre a pensar que mais tarde ou mais cedo vem o reverso da moeda, mas por isso mesmo, para contrariar a negatividade e tornar-me cada vez mais na pessoa que ambiciono, faço este exercício que, de me sair com tanta naturalidade, já não é resultado de esforço algum.

E é isto que me faz pensar, também, no que quero para o dia de amanhã: se quero continuar a ser quem e o que sou, ou se quero mudar um bocadinho aqui ou ali.

Se isso contribui para aguçar ou resolver a minha crise de identidade permanente? Ainda estou para descobrir.

Comes December and, somewhere in the middle of the month, we evaluate the year that is about to be over. We list the good things that happened, our achievements, the trips we’ve made and we try our best to make them stronger than the not so good events that touched our lives.

Comes December 14th, my birthday, and I always reach the end of my year, not without taking that same stock of the year gone. I think about it and I may right it or not. And that is the beginning of a new cycle that, 365 days later, I will contemplate again.

This year 2018, which for me has just completed its first month, has been different in this regard.

I am not sure if it is because it started so well, if it is the Lisbon atmosphere or if it is my new 30-year-old predisposition, but the truth is that I have been reflecting on every day or, at least, each relevant moment. As an authentic pessimist, I cannot help thinking that sooner or later, I will be facing the opposite side of the coin. But despite it, in order to compensate this negativity and to try and become more and more the person I long to be, I make this exercise that, due to its easiness, is no longer an effort.

And this is, moreover, what makes me think about what I want for my tomorrow: whether I want to keep on being who I already am, or I want to change a detail here or there.

I just don’t know yet if this will deepen or solve my existential crisis.

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