How to be single – Find yourself

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All of a sudden, evenings are lonely moments behind the oven – or on the phone, ordering something to eat – when we have dinner, wonder what is the ex doing, wash the dishes, search for something that tells us they are still single (or, in a sadist attitude that we will all have, that they are no longer single), get ready to bed, cry because their pajamas is no longer inside the bed next to ours, fall asleep and dream about them. The following day repeats the previous one in a downward spiral of depression, fat gains and addictions that succeeds in minimizing our sense in ourselves and in erasing the glow in our eyes, replacing it by a zombie like sadness of someone who passes by the world without being a part of it.

De repente, os fins de dia apresentam-se como momentos de solidão atrás do fogão – ou de um telefone a encomendar qualquer coisa que nos tire a fome – em que comemos, pensamos no que o ex andará a fazer, lavamos a loiça, procuramos encontrar um sinal de que continua sozinho (ou, numa vontade sádica que toca a todos, de que já tem alguém), preparamo-nos para dormir, choramingamos porque o pijama dele já não está dentro da cama ao lado do nosso, deitamo-nos e sonhamos com ele. E o dia seguinte repete-se numa vertiginosa espiral decrescente de depressão, gordura acumulada e vícios alimentados que, pelo caminho, consegue a proeza de nos alhear de nós mesmos e de aniquilar o brilho dos nossos olhos, substituindo-o por uma tristeza zombie de quem passa pelo mundo sem fazer parte dele.

There is, however, a deadline for that stage. I don’t know how long it should take, but I know it must eventually come to an end, which is the result of a will power stronger that the gravity that glues our ass to the couch and makes tears run down our face.

Há, no entanto, um prazo limite para essa etapa. Não sei quanto tempo deve durar, mas sei que deve ter um fim, que passa por uma força de vontade superior à gravidade que prende o rabo ao sofá e faz as lágrimas escorrerem pela cara abaixo.

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This raises a need for us to redefine ourselves, reassess who we were, who we are and who we want to be. Now, there is plenty of free time, which must be invested. In ourselves, of course, as the schedules, habitudes and wishes are now entirely ours and for us, instead of being shared by two people that, somehow, have joint their lives.

Urge, então, a necessidade de nos redescobrirmos. De reavaliarmos quem fomos, quem somos e quem queremos ser. E o tempo livre é, agora, imenso, pelo que deve ser aproveitado para investir. Em nós, claro, já que os horários, as manias, as vontades são todas nossas e para nós, em vez de serem, como antes, partilhados entre dois seres que, de uma forma ou de outra, conjugam as suas vidas.

This exercise starts at the point where we allow ourselves to admit that we no longer want to be sad. We will be that way again, sometimes, but who doesn’t have a perfect life and still fell unhappy now and then? We must face that feeling as occasionally natural and end its totalitarian reign over our daily life. We begin by going back to some hobbies we used to enjoy: watching a movie, reading a book, cooking, drinking a glass of wine with some friends. Anything that may help us to stay away from thinking about the ex and their new love interest is accepted at this point. Well, almost anything. Too much alcohol and drugs are not a great suggestion.

Este exercício começa a ser feito precisamente no momento em que nos permitimos admitir que não queremos mais estar tristes. Voltaremos, de vez em quando, a está-lo, mas quem não tem a vida perfeita e, ainda assim, passa por momentos de tristeza? É preciso encarar esse sentimento como pontualmente natural e pôr fim ao seu domínio totalitário do nosso quotidiano. Começamos por readquirir gosto nalguns passatempos antigos: ver um filme, ler um livro, cozinhar, beber um copo com amigos. Tudo aquilo que nos ajudar a ocupar a mente com algo mais do que o/a ex e a/o atual do/a ex é bem-vindo nesta fase. Bem, quase tudo. Drogas e álcool não são aconselhadas.

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Gradually we will realise that we really appreciate our me-time moments and we use them to do what we love the most. And, as we are reconquering the world and ourselves, why shouldn’t we allow our creativity and imagination to go wild and try new things? Strolling through the streets with a camera on our hands, put on a training suit and run for 5km, use a pen to write a poem, buy a ticket and spend an evening seeing a performance.

Pouco a pouco aperceber-nos-emos de que apreciamos bastante os momentos livres para nós mesmos e darmos largas à vontade de nos dedicarmos àquilo que gostamos de fazer. E, uma vez que estamos numa fase de reconquista (nossa e do mundo) porque não abrir largas à criatividade e à imaginação e deixarmo-nos experimentar novos interesses? Sair pelas ruas fora com uma máquina fotográfica nas mãos, vestir um fato de treino e ir correr 5 quilómetros, pegar numa caneta e escrever um poema, comprar um bilhete e passar uma noite a ver uma peça de teatro.

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We will most likely not enjoy everything we try but, in the meantime, we will find out so much more about us and that, surprise!, we have fun by ourselves.

Provavelmente não gostaremos de tudo o que experimentarmos, mas no processo iremos descobrir não só muito mais sobre nós, mas também que, surpresa!, nos entretemos sozinhos.

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