How to be single – Find yourself

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All of a sudden, evenings are lonely moments behind the oven – or on the phone, ordering something to eat – when we have dinner, wonder what is the ex doing, wash the dishes, search for something that tells us they are still single (or, in a sadist attitude that we will all have, that they are no longer single), get ready to bed, cry because their pajamas is no longer inside the bed next to ours, fall asleep and dream about them. The following day repeats the previous one in a downward spiral of depression, fat gains and addictions that succeeds in minimizing our sense in ourselves and in erasing the glow in our eyes, replacing it by a zombie like sadness of someone who passes by the world without being a part of it.

De repente, os fins de dia apresentam-se como momentos de solidão atrás do fogão – ou de um telefone a encomendar qualquer coisa que nos tire a fome – em que comemos, pensamos no que o ex andará a fazer, lavamos a loiça, procuramos encontrar um sinal de que continua sozinho (ou, numa vontade sádica que toca a todos, de que já tem alguém), preparamo-nos para dormir, choramingamos porque o pijama dele já não está dentro da cama ao lado do nosso, deitamo-nos e sonhamos com ele. E o dia seguinte repete-se numa vertiginosa espiral decrescente de depressão, gordura acumulada e vícios alimentados que, pelo caminho, consegue a proeza de nos alhear de nós mesmos e de aniquilar o brilho dos nossos olhos, substituindo-o por uma tristeza zombie de quem passa pelo mundo sem fazer parte dele.

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How to be single? – Stick to it

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The end of a relationship is the beginning of a hard mourning period, sometimes marked by jumping between an urge to be with the other person again and negative feelings, such as hate, anger and a desire for vengeance.

O final de uma relação implica um período de luto complicado, muitas vezes marcado por oscilações entre o desejo de voltar a estar com a outra pessoa e sentimentos como ódio, raiva e, admitamos, vontade de vingança. Continue reading “How to be single? – Stick to it”

How to be single?

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There are two major questions that, sooner or later, are raised by almost every one of us, men or women: how to lose weight and how to heal a broken heart.

Human beings are, by default, unsatisfied and perfectionists, at least on a mental basis, as its accomplishment is not that easy. That is why losing weight is on the order of the day and on the mind of many people. It becomes easily a constant concern, sometimes even an obsessive one, on which I may have some words to say in a near future.

Há duas grandes questões que, mais tarde ou mais cedo, surgem na vida de quase todos nós, homens ou mulheres: como emagrecer e como curar um coração partido.

O ser humano é, por norma, insatisfeito e perfecionista, pelo menos na sua ideia, já que a concretização não é sempre simples. É por isso que emagrecer é um verbo que está na ordem do dia e na mente de muita gente. Torna-se numa preocupação constante, por vezes obsessiva, em relação ao qual terei muito que dizer num futuro próximo. Continue reading “How to be single?”

Caos controlado

A princípio ouviu-se um barulho areado, de cal a cair no chão, numa pequena avalanche de terra sedimentada. Um pedaço do teto que ruiu, indesejavelmente, mas sem provocar um dano de maior dimensão.

As janelas abanaram violentamente, assustadas com o vento que soprava vindo de todos os lados: de dentro e de fora, como milhares de demónios aterrorizados que sobrevoavam a superfície terrestre, deixando um rasto de gelo invisível, apesar do calor intenso do dia. Continue reading “Caos controlado”

Bom dia

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“Bom dia! Espero que tenhas dormido bem. Um beijo muito grande.”
Sorriu, ainda acabrunhada pelo sono de que acabara de despertar, com o telemóvel meio caído entre os dedos e a almofada. Havia algo de especial numa mensagem de bons dias… Alguém algures no mundo, entre tanta gente, tantos afazeres, tanta corrida contra o relógio, se lembrara de si logo de manhã e tirara dois minutos para a fazer saber disso.
E queria que tivesse um bom dia.

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Perfection exists

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The world has become more and more perfect, lately: perfect people, with perfect hair and perfect bodies, expose their perfect lives, full of perfectly cooked dinners set on giant tables surrounded by perfect friends, on a simple week night after the perfect job.

Ultimamente, o mundo tem-se tornado cada vez mais perfeito: pessoas perfeitas, com cabelos, peles e corpos perfeitos, expõem as suas vidas perfeitas, recheadas de jantares perfeitamente elaborados, em grandes mesas rodeadas de amigos perfeitos, numa mera noite de uma semana perfeita do trabalho perfeito. Continue reading “Perfection exists”

Quando o mundo para

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Havia, já, folhas caídas, queimadas pelo sol e levantadas erroneamente pelo vento, atiradas de cá para lá, pisadas pelos sapatos despreocupados dos adultos e pelos saltos propositados e divertidos das crianças. Não havia dúvida de que mais um verão chegara ao fim. Mais um ciclo começara e acabara e, uma vez mais, nada evoluíra.

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Silêncio

2016-11-23-02-42-32-1.jpgSentados num degrau a meio das escadas que dão acesso ao teu jardim das traseiras, vemos a luz do dia fugir paulatinamente de mais uma noite que se aproxima. Está frio, mas cheira bem: há uma mistura de terra e folhas molhadas com os aromas dos diversos jantares preparados nas casas vizinhas que se confundem à nossa volta.

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A dor de sorrir

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Pegar no momento e guardá-lo não necessariamente para sempre, mas, pelo menos, até cansar. Até não ser mais do que uma ténue sensação daquilo que foi, do que aconteceu, do que extrapolou através dos poros de uma pele coberta por roupas de inverno.

Não o moldar, não o pintar, não o proteger com vidro ou plástico. Guardá-lo, simplesmente. Pousá-lo em cima da lareira, no parapeito da janela exposta à rua, na mesinha de cabeceira vagamente iluminada, e contemplá-lo todos os dias até que a saudade dê lugar à habituação, a um encolher de ombros indiferente de dias mais felizes, de outros momentos igualmente marcantes que substituam aquele já gasto, em tempos tão inebriante. Continue reading “A dor de sorrir”

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